terça-feira, 10 de novembro de 2009

O ARTIGO 170 É DIREITO E NÃO ABRO MÃO!

Movimento Estudantil, de trabalhadores/as educação, sindical, junto com os demais setores progressistas da sociedade sempre pautaram suas lutas na defesa da educação como um direito de todos/as e dever do Estado, portanto, pública, gratuita e de qualidade. Por um longo período da história – recente – de nosso país, passamos por um processo de “sucateamento” as instituições públicas, que não receberam recursos necessários para a sua ampliação, nem manutenção. O que gerou um sistema que não dá conta da demanda, que não oferece vagas suficientes para atender a toda a população e que deu condições para o estabelecimento de instituições de ensino privadas, que acabaram por suprir este “vazio” e se proliferaram – com o aval do governo do sociólogo Fernando Henrique Cardoso – gerando um processo de “mercantilização da educação”, uma vez que torna o que antes era direito, mercadoria paga, e favorece a lógica capitalista de “venda de diplomas”, sem prezar pela qualidade do ensino e sem vinculá-lo a pesquisa e a extensão.

No Estado de Santa Catarina, temos uma peculiaridade, o Sistema ACAFE que reúne instituições criadas, em grande parte pelos próprios municípios, e por estes subsidiadas, que recebem o pomposo nome de “comunitárias” e se caracterizam por manter uma relação de público-privada, ou seja, pública, pois recebe investimentos do município, estado e federal, e tem o comprometimento – ao menos em tese – de reverter tal recurso em bolsas de estudo, e privada, pois cobra – altas – mensalidades, e realiza reajustes – no mínimo questionáveis – anualmente.

Outra associação que congrega instituições de ensino superior no Estado é a AMPESC, com um caráter essencialmente privado, estas instituições estão muito distantes do ideal que buscamos de Universidade democrática, pois são geridas por um/a dono/a, - o que por si só já é muito preocupante – e onde os /as estudantes não tem poder de voto, e que foram criadas, em grande parte, para atender a necessidade dos industriais e da classe dominante, e não pensam a realidade da população nem estão interessados em promover uma educação voltada para a emancipação.

Quem está no cotidiano das universidades particulares, sabe da luta pelo ingresso e pela permanência do/a estudante e que projetos de bolsa de estudo são conquistas fundamentais. Luta-se hoje pela ampliação destas formas de bolsa, para que se promovam formas de diminuir o índice de evasão escolar, por falta de dinheiro para pagar as – altas – mensalidade, de negociar as dívidas – com taxas abusivas, em muitos casos, de empresas terceirizadas – e para garantir que em casos de inadimplência, o/a estudante não seja perseguido, impedido de estudar, ou sofra qualquer forma de constrangimento.

Apesar do – falso – discurso de democratização do ensino – o que sentimos é o número cada vez menor de bolsas, que não tem acompanhado o aumento da demanda, e gera uma dificuldade ainda maior de concluir o curso superior. Por esta razão, defendemos que os direitos já conquistados não podem ser de forma alguma retirados, pois isso significa uma tentativa de golpe contra o/a estudante. Quem propõe alterações na legislação – de forma a privilegiar os empresários e donos de faculdades puramente privadas – está deliberadamente agindo contra o interesse dos/as estudantes e estas atitudes devem ser denunciadas e combatidas.

Devido à luta dos/as estudantes, temos hoje o Artigo 170, que dispõe a seguinte proporção; 90% dos recursos destinados ao sistema comunitário, e 10 % ao sistema privado. O que está em jogo é a condição de permanência de muitos/as estudantes, que podem ser lesados, graças ao projeto de alteração desta lei, proposto pelo deputado Darci de Matos, e apoiado por Nilson Gonçalves, Kennedy Nunes, Amauri Soares, Sérgio Grando, Eliseu Matos e Jean Kuhlmann e por suas bancadas, que tem demonstrado que só tem compromisso com seus bolsos e com o enriquecimento das instituições privadas.

Por este motivo, convocamos todos/as a se posicionarem contra tal projeto que ataca nos nossos direitos, a cobrarem dos deputados que elegeram responsabilidade em defesa do/a estudante, e a participarem da luta e da discussão dentro da Universidade da Região de Joinville – UNIVILLE. Onde se formou uma Frente de Luta, do DCE da UNIVILLE e dos Centros Acadêmicos, pela não alteração do percentual destinado pelo artigo 170 a bolsas de estudo.

Também lutamos para que o repasse do valor devido pela prefeitura – que está estipulado pela lei orgânica do município e foi promessa do atual prefeito – seja efetivado, para garantir as bolsas de estudo dos/ estudantes.

Nossa luta ainda é para que o direito, garantido pela Constituição, de uma educação pública, gratuita e de qualidade, seja pleno, por isso defendemos a Federalização da UNIVILLE e somos contra o aumento das mensalidades, uma vez que estas já aumentaram anos seguidos em níveis acima da inflação, e que o salário do/a estudante trabalhador/a não acompanha este ritmo.

Para que possamos seguir lutando, precisamos do apoio e participação de todos/as! Compareça no debate de amanhã (11/11/09) sobre o Artigo 170, no Auditório da UNIVILLE, às 18h30min.

Maria Elisa Horn Iwaya – UJS JOINVILLE

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2007

UNE DE VOLTA PRÁ CASA

Nestes 70 anos de vida, a UNE sempre manteve alta a bandeira da democracia, da liberdade, da igualdade, da defesa da educação pública e de um Brasil soberano e mais justo. Fundada em 1937, abraçou a luta contra o nazifascismo, empunhou a bandeira nacionalista, defendendo a criação da Petrobrás e, com poucos anos, se consolidou como uma das entidades mais importantes do cenário político nacional.
Sem endereço fixo, conquistou sua sede com ousadia. Foi em 1942, numa grande manifestação, que os estudantes ocuparam o prédio do Clube Germânia – reduto de simpatizantes nazistas - na Praia do Flamengo, 132. Pouco depois, o presidente Getúlio Vargas doava definitivamente o edifício à entidade.
O local rapidamente tornou-se referência para os estudantes, não só do Rio de Janeiro, mas de todo o Brasil. Ali pulsava a força da juventude, a energia que impulsionou tantas lutas fundamentais para a construção da universidade e da nação. Foi também na Praia do Flamengo, 132, que se escreveu um dos episódios mais ricos da história da cultura brasileira, o Centro Popular de Cultura – CPC da UNE.
E uma entidade cuja existência estava intrinsecamente ligada à luta pela democracia era incompatível com a ditadura militar que se iniciava em 01 de abril de 1964. Tanto, que o primeiro ato do regime de exceção foi incendiar a sede da UNE, revelando a arbitrariedade que tomaria conta do Brasil. Anos depois, já na década de 80, o antigo prédio que estava condenado foi demolido e ocupado ilegalmente por um estacionamento.
Retornar para sua sede depois de tantas jornadas tem sido uma luta permanente da UNE. Essa é uma dívida histórica do Estado para com os estudantes brasileiros e um dos atos simbólicos para superar definitivamente um período tão duro para o povo deste país.
O presidente Itamar Franco, atendendo à reivindicação dos estudantes, devolveu legalmente a escritura do terreno da Praia do Flamengo para a entidade. Porém, as dificuldades da justiça impediram que a UNE tomasse posse da propriedade dos estudantes. Dez anos depois, o prefeito do Rio, César Maia, interditou por motivos administrativos o estacionamento que lá funciona clandestinamente, mas ele permanece, impune, irregular.
No ano em que completa 70 anos e durante a realização do maior evento cultural de juventude do continente – a 5ª Bienal de Arte, Cultura e Ciência da UNE, os estudantes brasileiros reencontram sua história e, mais uma vez, com a ousadia e determinação que marcam a trajetória da UNE reocupam sua sede para nela fincar a bandeira da democracia.
A UNE está de volta para casa. Esse Rio de Janeiro que tanto abraça a nossa entidade. Essa casa que será, como antes, a referência da luta pela Universidade Pública, pela democratização do acesso ao Ensino Superior, em defesa do desenvolvimento nacional, da distribuição de renda, da produção cultural universitária, do respeito à diversidade que são os desejos dos milhões de estudantes deste país.
A UNE está de volta para casa. Por que cada Centro Acadêmico, cada DCE, cada Centro Universitário de Cultura e Arte –CUCA, que são as várias casas da UNE espalhadas pelo país querem, exige, que a sua entidade retorne ao seu primeiro lar, para nele dar à luz a outras lutas, a novas idéias sempre em sintonia com os desafios de cada época.
A UNE está de volta pra casa. E em sua nova sede, um presente do arquiteto Oscar Niemeyer, vai construir para os estudantes e para os cariocas um Centro Cultural e o Museu da Memória do Movimento Estudantil, para manter sempre viva a chama da nossa luta. A assinatura de Niemeyer neste projeto revela a simbologia do retorno da entidade dos estudantes para a Praia do Flamengo, como um ato de reafirmação da democracia. Ao ganharem corpo na nova sede, os traços únicos de Niemeyer, irão revitalizar a região, oferecendo à comunidade mais uma alternativa cultural.
A UNE voltou pra casa, e voltou para ficar! Venha nos fazer uma visita, as nossas portas estarão sempre abertas.
GUSTAVO PETTA - PRESIDENTE DA UNE

terça-feira, 30 de janeiro de 2007

UJS lança Campanha Contra Violência Doméstica

A UNIÂO DA JUVENTUDE SOCIALISTA em sua história vem defendendo causas por muitos ignoradas e a eliminação da violência contra a mulher é uma destas bandeiras que não podemos deixar de defender, pois retrata um drama que atinge nossa juventude e em particular as mulheres jovens.

Por isso, logo após a criação da Lei Maria da Penha (clique aqui para ler na íntegra o PL), que determina punições contra a violência doméstica, a UJS lança, em conjunto com a União Brasileira de Mulheres (UBM) a campanha “ VIOLÊNCIA contra mulher – A JUVENTUDE não aceita, DENUNCIA”. (clique aqui para ver o projeto na íntegra)
Uma vida sem violência é um direito de todas as mulheres, e por mais que possamos considerar que a violência é uma construção social, motivada por contextos de vulnerabilidade, não podemos aceitá-la como intransponível, qualquer ato de violência é uma afronta à dignidade humana.

Atualmente, quase metade das mulheres assassinadas são mortas pelo marido ou namorado, em alguns estados este número á ainda maior. A violência responde por 7% de todas as mortes de mulheres entre 15 e 44 anos. Um bilhão de mulheres, ou uma em cada três no planeta, já foram espancadas, forçadas a ter relações sexuais ou submetidas a algum outro tipo de abuso.
Por isso, nós da UJS, em conjunto com a UBM, precisamos divulgar a opinião de que as conquistas legais não são um fim em si mesmas, afinal nem tudo que está na lei está na vida e esse é um entendimento que há muito orienta o pensamento emancipacionista e precisa orientar a nossa luta

Portanto com a Lei Maria da Penha não será diferente, e também por isso a campanha joga papel em pautar essa discussão nos mais diversos locais onde atuamos.

segunda-feira, 15 de janeiro de 2007

15 dias para a Bienal!! Mobilização Total!!

A V Bienal de Cultura, Arte e Ciência da UNE entra na sua fase final de preparação.
Nesta semana, a UNE divulgou os trabalhos que foram selecionados para as mostras. A programação está sendo fechada e várias personalidades do mundo artístico, cultural, científico e político já foram confirmadas, além dos convidados internacionais. Estarão presentes Martinho da Vila, Naná Vasconcelos, o Ministro Gilberto Gil, a deputada Manuela D´Ávila, Lenine, dentre muitos outros.
Por isso, agora é intensificar a mobilização da UJS, rumo ao Rio de Janeiro!
* Contatar todos os autores dos trabalhos selecionados e garantir a presença na Bienal. A seleção está disponível na página da UNE ( www.une.org.br )
* Confirmar os ônibus já articulados e tensionar para conseguir novos ônibus, ampliando a bancada.
* Garantir a participação majoritariamente de estudantes universitários na Bienal.
Informações: Gustavo Viana (Diretor de Cultura UNE) 21- 8688.5018

ps: confira a lista dos trabalhos selecionados no site da une, dois deles são da UNIVILLE - Joinville! \o/
são eles:
13 Trabalho: "Devaneios da alma" (Fotografia)Autor: Vanessa de Carvalho Eggert / São Francisco do Sul – PRUniversidade: Univille - SC (artes visuais)
11 Trabalho: Front 88.8Autor: Cia. de Teatro de Repertório da Univille / Joinville-SCUniversidade: Univille (artes cênicas)

domingo, 14 de janeiro de 2007

Lembrar é Resistir

Aconteceu em 15 de Janeiro...
1919 - Dia da Rosa
Assassinados pela contra-revolução em Berlim, a coronhadas, os dirigentes comunistas Rosa Luxemburgo (47 anos) e Karl Liebknecht (idem), durante a repressão à insurreição espartaquista de 1918. O corpo de Rosa, atirado a um canal, só é encontrado meses depois.
1929: Nasce Martin Luther King
Que liderará a luta anti-racista nos EUA.
1986:Greve de 8 mil
nas obras da usina de Itaipu, PR.
1988:Sarney lança o Plano Verão:
Cruzado Novo (Ncz$), congelamento, desindexação, demissão de funcionários.
1990:Greve nacional dos petroleiros.
fonte:do Vermelho Hoje...

quarta-feira, 10 de janeiro de 2007

UJS Chapecó

me organizando eu posso desorganizar...

saudações aos militantes de Chapecó/SC que acabaram de criar um novo blog

http://ujschapeco.blogspot.com

então, todos lá para dar boas vindas e ajudar a sempre melhorar o sistema de comunicação da juventude no nosso estado.

muita luta em 2007!

quarta-feira, 27 de dezembro de 2006

Para saudar o ano novo que se aproxima...

Deixo a todos um poema de João Cabral de Melo Neto, para que inspire o ano que virá, com os mais sinceros votos de felicidade...

Tecendo a manhã

Um galo sozinho não tece uma manhã:ele precisará sempre de outros galos.De um que apanhe esse grito que elee o lance a outro; de um outro galoque apanhe o grito que um galo antese o lance a outro; e de outros galosque com muitos outros galos se cruzemos fios de sol de seus gritos de galo,para que amanha, desde uma teia tênue,se vá tecendo, entre todos os galos.

E se encorpando em tela, entre todos,se erguendo tenda, onde entrem todos,se entretendo para todos, no toldo(a manhã), que plana livre de armação.A manhã, toldo de um tecido tão aéreoque, tecido, ele eleva por si: luz do balão.

Obra Completa João Cabral de Melo NetoEdição Organizada por Marly de Oliveira com assistência do autorEditora Nova Aguilar – primeira edição, 1994